Páginas

2011-01-01

Anthony, it could be worse

Agora que 2010 oficialmente acabou, eu posso falar dele. Falar que foi um ano estranhamente bipolar, que foi um ano em que eu estava rindo até morrer em um momento e me sentindo uma merda no momento seguinte. Falar que foi o ano em que eu mais me traí e mais reclamei, até ver que o único jeito era parar e pensar em mim e no que eu podia fazer pra mudar. Foi o ano que mais me cansou, que me esgotou, que me fez rever todos os conceitos possíveis, que me deu novos conceitos e me fez jogar outros no lixo. 2010 me fez escrever como se a minha vida dependesse disso - porque, afinal, ela depende -, me deu o Jack, me devolveu o Will, e todas as outras histórias que eu nunca vou viver e sempre vou escrever. O segundo semestre de 2010 me tirou o romantismo prático da vida e me deu o literário, me devolveu o tipo de amor que eu mais prezo na vida, terminou de partir o meu coração e agora ele está bem assim. O segundo semestre de 2010 reforçou o que eu já tinha, quem eu já tinha, me deu de volta o sentimento de ser importante na vida de alguém de verdade e, no ponto mais clichê de todos os pontos clichê de um texto sobre o ano que passou, me fez ver de novo quem eu sou, porque aparentemente eu tinha esquecido. Depois eu falo do que ainda virá, porque no momento é mais apropriado dizer que I found it kind of funny, I found it kind of sad, e foi bom.

Um comentário:

Morgana Gomes disse...

Bom foi ele ter acabado.