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2013-02-18

six

  There’s no god, no rules, no judgments, except the ones you create for yourself. 
      Once it’s over, it’s over. Dreamless sleep forever and ever. 
   So why not be happy while you’re here?
Really, why not?


eu tava atrás de algum efeito tosquinho no photoshop pra esconder nossas belas faces e no fim das contas ia apenas colar um smiley nelas, mas topei com esse daí e achei o resultado meio camisa-do-che-guevara muito simpático. a explosão de vermelho é um oferecimento da parede do santander atrás de nós. sim, esse é um daqueles posts anuais em que eu digo que se passaram não-sei-quantos carnavais e digo coisas bonitas - a propósito, agora foram seis. contrariando um pouco a tradição das coisas escritas, achei de bom tom marcar a data com uma imagem, já que é a primeira vez desde 2007 que conseguimos tirar uma sequência de fotos relativamente decentes juntos e, pasmem, é também a primeira vez desde 2007 que passamos, de fato, pelo menos algumas horas desse "período de aniversário" realmente ocupando lugares no espaço que não estavam separados por muitos quilômetros. enfim. amor. amor sempre  

2012-02-22

21.02.2007

me parece que foi nessa data, mas não tenho certeza. não tem muita importância agora; gosto mais de comemorar épocas do que datas.
"Eu lembro como você me olhava quando eu chegava em sala, atrasado, pra variar (e, às vezes, me mandava mensagem perguntando se eu iria pro colégio ou dizendo que eu estava perdendo a aula do Bandeira). Caminhava em tua direção e sentávamos nos mesmos lugares todos os dias. Lembro de tuas unhas grandes, pontudas e quadradas. Lembro de ficar com raiva por não conseguir obter nenhuma informação antecipada através de suas expressões (inexpressivas). Lembro que teus seios marcavam na farda e isso era muito sensual, apesar de você não ligar à mínima. Lembro de te ver escrever – e essa é uma das coisas que sinto mais falta: as linhas do teu caderno eram pretas (não sei por que lembro isso) e se alguma parte do Will não lhe agradava você apagava folha por folha, explicando-me que não precisava apagar perfeitamente e que eu e tua mãe éramos muito perfeccionistas nesse ponto. Hoje eu fico em dúvida em como, de fato, devo apagar."
somos dois saudosistas irrecuperáveis. desses que se encontram pra falar do tempo e do passado, desses que escrevem sobre si mesmos em todo carnaval, desses incapazes de escrever cartas com menos de dez páginas. 
"Lembro de como eu não queria estar com mais ninguém, de nossos segredos secretos, de nossa alma escancarada. Lembro do primeiro dia que te vi e, inexplicavelmente, da saia marrom que você usava e te fazia parecer, sei lá, diferente. Lembro de como estar com você parecia eterno até o dia que lembro que te abracei porque você iria partir, de te ver olhar para trás através do vidro traseiro do carro azul da tua irmã e depois de não ver mais o carro nem você nem nada."
tu me escreveu esses parágrafos em setembro de 2010. 
"E eu lembro, sobretudo, de nossas promessas, de nos darmos nossas liberdades, de brincar com tua orelha, da biblioteca e de te fazer ir pra coordenação. Lembro-me de não nos importarmos nem por um segundo, pois nós sabíamos de tudo. E, hoje, penso não saber de nada."
seis carnavais. e contando. 

2011-04-29

Let's do the time warp again

Pequenos fatos do dia 28/04

*

msn, madrugada.

camis: o que vocês estão fazendo?
eu: tô comendo chandelle e assistindo six feet under.
shade: que depressivo
camis: eu ia dizer "que delícia"

*

O tempo é uma coisa engraçada. Às vezes a gente simplesmente não vê que ele passa, e fica surpreso quando percebe. Eu sempre divaguei um pouco sobre como a gente acaba se tornando várias pessoas diferentes com o passar do tempo, mas não tinha vivido isso ainda. Hoje eu olho pra trás e vejo algumas versões diferentes de mim e sei que mais pra frente existirão outras. Vejo isso em outras pessoas também. E não acho ruim. Não é apenas inconstância ou contradição ou sei lá mais o quê que dê uma idéia ruim; é só movimento, é só que precisa ser assim, senão a gente não sai do lugar. E tem aquela coisa, aquela coisa que eu não sei bem o que é e que a gente chama de essência, que faz com que não importa quantas pessoas você seja, ainda assim é você. É exatamente isso que não pode ser quebrado, é exatamente a última coisa a cair.

*

Ontem (dia 28) eu encontrei um amigo que não via pessoalmente há uma quantidade vergonhosa de tempo. Foi a coisa mais repentina do mundo, eu nem sabia que ele estava na cidade, e de repente estamos no meio do CH da UFC (lugarzinho mágico, hein) conversando como se tivéssemos mil anos de assunto e mesmo assim como se tivéssemos nos visto pela última vez há apenas uma semana. Estamos tão diferentes, nós dois, e ainda assim é a mesma coisa.

2011-03-04

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada

#28 — Someone that changed your life

Em algum momento do começo da nossa amizade, decidimos fazer do Carnaval um marco. Eu, que não gosto nem um pouco dessas coisas pululantes e dançantes e cheias de pessoas jogando goma umas nas outras, e você que tinha justamente saído pro bom e velho "curtir o Carnaval". Eram, obviamente, outros tempos e outra vida. Mas o fato é que essa "carta" não é a primeira que eu faço pra ti, e essa também não é a primeira vez que eu falo sobre como começamos a nos falar no Carnaval de 2007, logo quando você voltou daquela cidade onde você estava e eu não lembro o nome, na primeira e única vez que te vi usando preto. De certa forma, convenhamos, há uma certa poesia em comemorar aniversários no Carnaval, porque, afinal de contas, há sim uma certa poesia no Carnaval. Pierrot e Colombina, quem sabe Los Hermanos, quem sabe Caio F., quem sabe Guaramiranga e o Festival de Jazz & Blues. O fato, aliás, não é nem isso. É só que eu gosto de lembrar. Havia uma certa poesia em 2007. Um tom novo oscilando entre preto e branco e RGB. Eu sei lá. Me perguntaram o que eu faria se pudesse voltar cinco anos no tempo, eu pensei em responder que gostaria de ter sido menos idiota. Mas isso eu penso todos os anos. E eu tô divagando e não cheguei ao ponto principal da coisa toda.

Alguém que mudou a sua vida. Tu foi essa pessoa, definitivamente. Ou pelo menos uma das primeiras. Qualquer coisa que eu possa falar aqui provavelmente já foi dito entre esses cinco Carnavais, mas agora, especificamente agora, eu quero agradecer mais uma vez.

Acho que acabei de passar mais uma vida inteira do teu lado agora. Não sei quantas vidas eu tive só por tua causa. Obrigada por elas. Muito, mesmo. 

2010-07-06

Nossa vida inteira e um punhado de planos

(eu vi essa listinha aqui no endless imaginary, que por sua vez viu no memorabilia database, e cá estou eu tentando colocá-la em prática também.)

#1 - Your best friend

(trecho)

Vamos falar dos assuntos que já conhecemos. Do primeiro ano. Dos carnavais. Vamos fechar os olhos por um minuto e ter quinze anos de novo. De volta àquela terra em que eu só tinha dois amigos, e eles me bastavam. Lá, onde a gente fazia planos. E promessas. E contava segredos e as mais espontâneas declarações de amor que eu jamais vou ter de novo. Onde nós éramos as únicas pessoas do mundo e os problemas pareciam pesar uma tonelada. A gente acreditava em tanta coisa, e hoje em dia eu sou tão incrédula. Aqueles devem ter sido os meses em que eu vivi mais intensamente. Nunca me senti assim de novo. E hoje estamos diferentes - bem diferentes! -, mas eu ainda sinto a mesma coisa quando a gente se vê. Aquela mesma vontade de não deixar o tempo passar, porque ele é rápido demais e a nossa vida inteira não cabe dentro dele. Porque toda vez eu quero viver uma vida inteira do teu lado. E talvez eu só tenha escrito tudo isso só pra dizer que tu é possivelmente a pessoa que eu mais amo. Desse tipo de amor que faz a gente querer viver, assim, sempre ao lado um do outro, e que não tem dúvidas nenhuma sobre a sua verdade. Nunca passei um minuto em dúvida quanto a isso.
Acho que acabei de passar mais uma vida inteira do teu lado agora. Não sei quantas vidas eu tive só por tua causa. Obrigada por elas. Muito, mesmo.

2010-02-07

Dos nossos planos é que tenho mais saudade

Quando olhávamos juntos na mesma direção

Eu estou tentando encarar isso de uma forma madura e positiva, juro que estou. E acho que estou até conseguindo, veja só. Ainda não chorei litros e nem me desesperei, como costumo fazer. Acho que estou agindo da mesma forma que agi naquela época em que eu ia sair do colégio pra entrar no CEFET, lembra? Eu deixei o desespero pro final, quando fosse realmente necessário.

Mas, claro, eu não posso deixar de lembrar de todos esses anos, e de como a gente fala como se fossem muitos mesmo. Quatro carnavais, é assim que eu conto, e é assim que você provavelmente também conta, porque ficamos amigos exatamente no carnaval. Eu lembro que você tava de preto, e acho que foi a única vez que te vi de preto (mas minha memória é horrível, então é capaz de você me dizer que na verdade estava de verde naquele dia, e lá se vai a minha credibilidade).

A gente conversava por horas e horas, em qualquer lugar que estivesse. Fosse naquela espécie de palco que tinha no pátio do colégio, fosse na aula de Química II, a gente conversava. Era quase sempre sobre o mesmo assunto, lembra? Claro que lembra. 

Então, claro, eu não posso deixar de lembrar dessas coisas. De quando eu tinha catorze e você quinze (que velho, hein), e ficávamos planejando onde e como seria o nosso apartamento, porque, claro, nós iríamos morar juntos.

Mas, vamos lá, algum tempo já passou e, como você mesmo disse, fizemos o que queríamos fazer. Talvez não exatamente como imaginávamos, mas fizemos. Eu deveria estar feliz com isso e, bom, eu acho que estou. Não saltitantemente feliz, mas feliz. Não é pra parecer super compreensiva sem realmente ser, nem nada do tipo, mas eu realmente, profundamente, sinceramente, fico feliz por ti, porque é isso que tu sempre quis fazer e tu merece. Tu sonhou e se esforçou.

Então, claro, eu vou ficar triste e vou chorar quando te imaginar dentro de um ônibus/carro/whatever, indo pra longe de mim (e esse sempre foi um dos meus maiores medos, tu ir embora de vez), e vou imaginar milhões de coisas. Vou imaginar que tu vai me esquecer, que nossas cartas se tornarão cada vez mais espaçadas e impessoais com o tempo, que você nunca vai entrar no msn e que vai fazer outros amigos. Vou imaginar que você vai morar com alguém (eu sei que não vai, mas eu vou imaginar) e que eu não vou fazer falta. Vou imaginar que você nunca mais vai voltar pra Fortaleza (eu sei que você vai voltar, mas eu vou imaginar o contrário). Eu sei que vou fazer tudo isso porque eu acho que gosto de sofrer, mas deixa pra lá.

E eu tô fazendo o maior drama agora, mas é só pra te dizer que eu realmente quero que tudo dê certo, porque tu merece que dê certo. Só pra te dizer que eu me importo, que eu vou te catar lá no fim do mundo se tu sumir, e que isso é uma ameaça. Só pra te dizer que você é o "senhor dos meus segredos", lembra disso?

Agora já chega, porque eu vou chorar e ainda não tá na hora. Me manda teu endereço quando chegar lá.